
O prefeito de Indaiatuba causou revolta entre os munícipes ao anunciar um convênio milionário com o governo do estado e o DETRAN para a implantação de radares nas vias do município. O investimento de 2 milhões de reais levantou questionamentos sobre as prioridades da gestão municipal e a transparência no uso dos recursos públicos.
Em um vídeo divulgado pela prefeitura, o prefeito tentou justificar a medida, argumentando que os radares terão uma função educativa para conscientizar os motoristas sobre os limites de velocidade. No entanto, a falta de clareza sobre o início da aplicação de multas para os infratores gerou desconfiança e críticas por parte da população.

Os moradores expressaram sua insatisfação, caracterizando os radares como uma verdadeira "indústria da multa" destinada a punir os trabalhadores e arrecadar dinheiro para os cofres públicos. Osmar, um dos residentes locais, denunciou a medida como arbitrária e prejudicial à comunidade, enquanto Dandra Borgato destacou a falta de investimentos em áreas essenciais como saúde e infraestrutura urbana.
Os pontos exatos onde os radares serão instalados foram divulgados pela prefeitura:
Martinho Lutero: dois pontos de monitoramento, nos dois sentidos, na altura do número 292.
Avenida João Ambiel: lombadas eletrônicas nos dois sentidos, aproximadamente 70 metros de distância da rotatória com a rua Christiano Seleguin.
Avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé: sentido centro-bairro, na altura no número 4176.
Rua dos Indaiás: no sentido bairro-centro, na altura do número 21.
Avenida Francisco de Paula Leite: sentido bairro-centro, na altura do número 267.
Avenida Cel. Antônio Estanislau do Amaral: sentido bairro-centro, altura do número 211.
Segundo a prefeitura esse são endereços estratégicos e locais de grande circulação.

A falta de diálogo e transparência por parte do prefeito alimenta a indignação dos cidadãos, que exigem uma gestão mais responsável e comprometida com os interesses da população. A decisão de investir em radares em detrimento de outras necessidades urgentes levanta questionamentos sobre as prioridades da administração municipal e a verdadeira intenção por trás da medida.
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